CONCERTOS DE PRIMAVERA

  • 30 maio, 2026
  • Ágnes Sarosi - Violino Barroco | Fernando Miguel Jalôto - Cravo
  • Igreja Paroquial de S. Pedro (Pêro Pinheiro)
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Entre Leipzig e Paris: obras para Violino e Cravo Obligato do início do século XVIII

Como terão sido as semanas passadas por Sylvius Leopold Weiss em Leipzig no verão de 1739, quando visitou repetidas vezes a casa da família Bach? Segundo testemunhos da época, o virtuoso alaudista terá desafiado Johann Sebastian para improvisarem pela noite dentro, embalados por umas canecas de cerveja, ou mesmo com a companhia de uma garrafa de bom vinho moscatel.

Sabemos hoje que a algo enigmática suite para violino e cravo BWV 1025 de Bach resultou da transcrição de uma sonata para alaúde de Weiss. O resultado foi uma obra muito particular e bem distinta, no seu carácter sensual e etéreo, das grandiosas e complexas seis sonatas para violino e cravo solista que havia composto em Köthen. Já o ambiente dos salões nobres parisienses do período da Regência teriam muito menos de espontâneo, e muito mais de cerimonioso.

Aqui se distinguiam e aplaudiam virtuosos brilhantes, como o violinista Jean-Joseph Cassanéa de Mondonville ou o cravista Jacques Duphly, que encantavam os melómanos com obras escritas num estilo único, que combinava a tradição francesa com as novas modas musicais italianas, e a majestade do Barroco com a elegância do novo gosto Galante. Se os ecos de Paris poderão ter chegado a Leipzig, já o contrário é menos provável. É, por isso, admirável, que quase em simultâneo, numa e noutra cidade, compositores tão distintos explorassem as potencialidades expressivas da combinação, então inusitada, do violino com o cravo, agora não já um mero acompanhador, executante do baixo contínuo, mas um parceiro solista, com igual relevo e importância.

Programa:

Sylvius Leopold Weiss / Johann Sebastian Bach (1687-1750) / (1685-1750)
Suite para Violino e Cravo Obrigado em Lá Maior BWV 1025 a partir da Sonata para Alaúde SC 47 (Dresden e/ou Leipzig, ca.1730/40)
Fantasia
Courante
Entrée
Rondeau
Sarabande
Menuet
Allegro
Jean-Joseph Cassanéa de Mondonville (1711-1772)
Sonata para Violino e Cravo Obrigado «Concerto» em Lá Maior Op.3 nº 6 (Paris, 1734)
Allegro
Larghetto
Giga: Allegro
Jacques DuPhly (1715-1789)
Extracto das Pièces de clavecin, Livre 3ème para Cravo com acompanhamento de Violino La de Casaubon (Paris, 1756)
Vivement
La du Tailly
Gracieux et gay
La de Valmallette
Gaïment
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Sonata para Violino e Cravo Obrigado nº 6 em Sol Maior BWV 1019c (Köthen, 1720/23)
Vivace
Largo
Allegro
Adagio
Allegro
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Músicos:

  • Violino - Ágnes Sarosi
  • Cravo - Fernando Miguel Jalôto

Localização:

  • Date 30 maio, 2026
  • Venue Igreja Paroquial de S. Pedro (Pêro Pinheiro)

Detalhes

  • Data 30 maio 2026
  • Hora 21h30
  • Músicos Agnes Sarosi - Violino Barroco | Fernando Miguel Jalôto - Cravo
  • Local Igreja Paroquial de S. Pedro (Pêro Pinheiro)

Biografias

Ágnes Sarosi

Ágnes Sarosi

Violino

Ágnes Sarosi

Violino

Ágnes Sarosi, violinista húngara natural da Transilvânia, iniciou com seis anos de idade os seus estudos de violino e piano. Entre 1984 e 1988 foi aluna da Escola Técnica de Artes de Târgu-Mureş. Em 1986 integrou a Orquestra Filarmónica do Estado de Târgu-Mureş e passou a participar em numerosos concursos nacionais, enquanto colaborava frequentemente, enquanto solista, com a Orquestra Filarmónica do Estado de Târgu-Mureş. No ano de 1989, ingressou no Conservatório de Música de Lasi e, em 1990, no Conservatório de Música Franz Liszt, em Budapeste, onde trabalhou com Leila Rásonyi, Ferenc Rados e Sandor Devich. Já em 1991 integrou a Orquestra de Câmara Camerata Transsylvanica.

Com esta orquestra fez várias digressões por diferentes países, entre os quais Espanha, Alemanha, Áustria, Itália e França. Em 1994 integrou a Orquestra Sinfónica da Rádio Húngara e em 1997 a Orquestra do Festival de Budapeste.

Entre 1995 e 1997 foi membro da Orquestra Sinfónica Leó Weiner e professora na Escola de Música A. Racs. É, desde setembro de 1997, violinista da Orquestra Metropolitana de Lisboa e professora da Academia Nacional Superior de Orquestra.

Para se aperfeiçoar no âmbito das práticas históricas interpretativas realizou um mestrado em violino barroco na ESMUC — Escola Superior de Música de Barcelona, estudando com o professor Manfredo Kramer. Toca em agrupamentos especializados em Música Antiga como o Ludovice Ensemble e a Orquestra Real Câmara.

Fernando Miguel Jalôto

Cravo

Fernando Miguel Jalôto é especializado em instrumentos históricos de teclado e na interpretação historicamente informada do repertório musical dos séculos XVI, XVII e XVIII. É fundador e director artístico do Ludovice Ensemble, um dos mais prestigiados grupos de Música Antiga nacionais. Em Portugal é membro do Ensemble Bonne Corde e da Orquestra Barroca Real Câmara, e colabora com grupos especializados internacionais tais como Vox Luminis, Oltremontano, La Galanía, Capilla Flamenca, e Collegium Musicum Madrid. Apresentou¬ se em vários festivais e inúmeros concertos por toda a Europa, Israel, China e Japão. Gravou perto de três dezenas de álbuns para a Ramée/Outhere, Harmonia Mundi, Glossa Music, Challenge Records, Brilliant Classics, Dynamic, Parati, Anima & Corpo, Vterum Musica, Resonus Classics/Iventa e Conditura Records, bem como para as rádios portuguesa, espanhola, alemã e checa, e os canais televisivos Mezzo, Arte e RTP. Apresentou recitais a solo no prestigiante Festival Oude Muziek de Utrecht (Países Baixos) e a convite do Património Nacional (Espanha). Dirigiu grandes obras do repertório barroco, como as vésperas de Monteverdi, missas e cantatas de Bach, oratórias de A. Scarlatti, óperas de Handel, Lully, Rameau, Charpentier e Bourgeois, em salas como a Fundação Gulbenkian e o CCB, e os festivais especializados de Utrecht e Bruges. É o director artístico e pedagógico da Academia Ludovice, e tutor e director musical dos cursos de ópera e oratório barrocos do centro musical Benslow, em Hitchin (Reino Unido). Dirigiu em 2022-23 uma tournée de 18 concertos em Espanha, França, Andorra e Bélgica com música do século XVIII da Capela Real portuguesa. Interessa-se particularmente por projectos transversais envolvendo dança, declamação e encenação históricas. Como maestro al cembalo é convidado para dirigir ensembles especializados internacionais, como a Jerusalem Baroque Orchestra e o Ensemble MEZZO em Israel, ou o HRBA (Croatian Baroque Ensemble) na Croácia e Irlanda, bem como a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra do Algarve ou a Sinfonietta de Braga. Completou os diplomas de Bachelor of Music e de Master of Music em Cravo no Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação do Conservatório Real da Haia (Países Baixos), na classe de Jacques Ogg. Frequentou masterclasses com Gustav Leonhardt, Olivier Baumont e Ilton Wjuniski, entre outros. Estudou também órgão barroco e clavicórdio, e foi bolseiro do Centro Nacional de Cultura e da FCT. É Mestre em Música pela Universidade de Aveiro e Doutor em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa.

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