CONCERTOS DE PRIMAVERA

  • 29 maio, 2026
  • Itinerário Ensemble
  • Igreja Paroquial de S. José (Algueirão)
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AO ENCONTRO DE ITÁLIA

O programa proposto oferece uma perspetiva da extraordinária criatividade dos mestres italianos do século XVII, período fundamental na afirmação de novas linguagens musicais e na exploração de sonoridades até então inéditas. Trata-se de uma época marcada pela experimentação harmónica, pela valorização dos instrumentos solistas e pelo surgimento da música de câmara na sua aceção moderna, onde diferentes timbres dialogam e se fundem em linhas melódicas de grande expressividade.

A par do desenvolvimento técnico dos instrumentos, a expansão da imprensa musical desempenhou um papel decisivo na difusão deste repertório, permitindo a rápida circulação de partituras em Itália e, posteriormente, por toda a Europa. Este contexto favoreceu uma produção musical diversa e dinâmica, refletida nas obras apresentadas.

No programa podem ser escutadas algumas das composições mais representativas do primeiro barroco, onde convivem danças de origem palaciana, melodias de inspiração popular e obras criadas no seio de instituições religiosas. O contraste entre o profano e o sacro, entre o virtuosismo instrumental e a simplicidade melódica, constrói um percurso sonoro rico e envolvente, proporcionando ao público um momento de fruição e deleite da sonoridade seiscentista.

Programa:

Andrea Falconieri (1586–1656)
Battalla de Barrabás yerno de Satanás
Girolamo Frescobaldi (1583–1643)
Canzon prima. A due bassi
Girolamo Frescobaldi (1583–1643)
Canzon vigesimaquarta, La Nobile
Michelangelo Rossi (c. 1601–1656)
Toccata Settima
Luigi Taglietti (1668–1715)
Capriccio dalla Sonata Prima, op. 1
Capriccio dalla Sonata Ottava, op. 1
Giovanni Battista Buonamente (c. 1595–1642)
Ballo del Granduca
Fontana (1589-1630)
Sonata II em Ré Maior
Girolamo Frescobaldi (1583–1643)
Canzon quinta detta La Superba
Girolamo Frescobaldi (1583–1643)
Canzon seconda
Girolamo Frescobaldi (1583–1643)
Canzon vigesimaquinta, La Garzoncina
Marco Uccellini (1603-1680)
La Bergamasca
Giovanni Battista Vitali (1632–1692)
Toccata
Giuseppe Colombi (1645–1694)
Tromba a Basso solo e Partite sopra il basso di Ciaccona
Tarquinio Merula (ca. 1590 - ca. 1658)
Canzon Seconda La Lusignuola
Isabella Leonarda (1622–1704)
Sonata Duodecima
Biagio Marini (1594–1663)
Sonata sopra la Monica
Dario Castello (ca. 1590 - ca. 1658)
Sonata decima quarta
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ITINERÁRIO ENSEMBLE

  • Flautas - António Carrilho
  • Violoncelo - Ana Raquel Pinheiro
  • Violoncelo - Catherine Strynckx
  • Contrabaixo - Marta Vicente
  • Cravo - José Carlos Araújo

Localização:

  • Date 29 maio, 2026
  • Venue Igreja Paroquial de S. José (Algueirão)

Detalhes

  • Data 29 maio 2026
  • Hora 21h30
  • Músicos Itinerário Ensemble
  • Local Igreja Paroquial de S. José (Algueirão)

Biografias

Ana Raquel Pinheiro

Violoncelo

Ana Raquel Pinheiro iniciou os estudos de violoncelo aos 12 anos na Escola Profissional de Artes da Beira Interior, na classe de Rogério Peixinho. Licenciou-se em Violoncelo na Escola Superior de Artes Aplicadas, com Miguel Rocha e Catherine Strynckx, e concluiu o Biennio di Specializzazione em Milão, na Scuola Civica di Musica di Milano, com a classificação máxima, especializando-se em violoncelo barroco com Gaetano Nasillo. Frequentou ainda o Mestrado na Academia Nacional Superior de Orquestra / Universidade Lusíada, sob orientação de Paulo Gaio Lima.
Foi distinguida com o 2.º Prémio no Concurso Internacional de Arcos Júlio Cardona (2001), tendo sido bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian durante vários anos e beneficiado de uma bolsa de mérito da Fondazione Marco Fodella, em Itália. Frequentou masterclasses com destacados violoncelistas, entre os quais Anner Bylsma, Ivan Monighetti, Cristoph Coin, Luis Claret, Jian Wang, Antonio Meneses e Roel Dieltiens.
Desenvolve intensa atividade pedagógica, lecionando atualmente na Academia de Música de Santa Cecília, onde coordena a classe de cordas e dirige a IOC. Lecionou na ESART-IPCB, EPABI, St. Julian’s School, FMAC e no Conservatório de Música da Metropolitana, tendo sido convidada para orientar masterclasses, workshops e ações de formação em Portugal, Açores, Espanha, Itália, Moçambique e Finlândia, bem como integrar júris de diversos concursos nacionais e internacionais.
Como intérprete, colaborou com numerosas orquestras e ensembles nacionais e internacionais, incluindo a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Barroca da Casa da Música, La Risonanza, Academia Montis Regalis, La Ritirata, La Grand Chapelle e La Divina Armonia, entre outros. Apresentou-se em algumas das mais relevantes salas de concerto da Europa, trabalhando com maestros de reconhecido prestígio, e participou em gravações para editoras como Passacaille, Dynamic, Urania Records, Verso e Naxos. Em 2025 estreou e gravou a obra Suite para Violoncelo Solo – Violoncelo agora mesmo, de Eurico Carrapatoso.
É fundadora do Ensemble Itinerário e integra regularmente agrupamentos como o Quarteto Alcipe, Divino Sospiro, Músicos do Tejo, Orquestra Barroca de Mateus e Ensemble Alla Bastarda. Desenvolve também uma relevante atividade no domínio do serviço educativo e da mediação cultural, sendo autora de projetos pedagógicos, guiões de concertos comentados e do livro O Violoncelo: jogos para miúdos / prescrições para graúdos (Gradiva, 2016). É fundadora da marca portuguesa Analógica, dedicada à criação de materiais pedagógicos.

António Carrilho

Flautas

António Carrilho desenvolve uma carreira multifacetada como concertista, diretor artístico e musical, criador conceptual de conteúdos e professor em masterclasses. Divide a sua atividade entre a flauta de bisel e a direção musical, abrangendo um repertório que se estende do Trecento italiano à música contemporânea, incluindo ainda a interpretação e transcrição de repertório do século XIX. É licenciado e mestre pelo Conservatório Real de Haia (Países Baixos).
Apresentou-se como solista com numerosas orquestras e ensembles em Portugal e no estrangeiro, entre os quais a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Divino Sospiro, Os Músicos do Tejo, Orquestra Barroca de Nagoya (Japão), Orquestra Barroca de Haifa (Israel), Den Norsk Katedralensemblet (Noruega), Concerto Balabile (Países Baixos) e Orquestra Barroca do Amazonas (Brasil). Foi distinguido em concursos internacionais como o Recorder Moeck Solo Competition (Inglaterra) e o Recorder Solo Competition of Haifa (Israel).
É diretor artístico e musical do ensemble La Nave Va e diretor musical de La Paix du Parnasse (Espanha), integrando ainda agrupamentos como Syrinx: XXII, Syrinxello, Borealis Ensemble, Orlando Furioso e Os Músicos do Tejo. A sua atividade artística tem-no levado a apresentar-se em importantes festivais na Europa, América, Oceânia e Ásia, afirmando-se como uma referência internacional no domínio da música antiga.
A sua discografia inclui gravações para editoras e instituições como Naxos, Encherialis, Numérica, DGArtes/MPMP, Arte France/RTP e Secretaria de Estado de Cultura do Estado do Amazonas. Destacam-se, entre outras, as gravações do Concerto para Flauta e Orquestra de Nuno da Rocha, da Suite concertante de Sérgio Azevedo e da obra integral de Bartolomeu de Selma y Salaverde com o agrupamento japonês Antonello. Tem em preparação novos lançamentos discográficos com o ensemble Syrinx: XXII.
Como maestro, dirigiu produções de ópera barroca e música vocal de referência, incluindo obras de Monteverdi, Purcell, Charpentier, Pergolesi, Scarlatti, Boismortier, Gluck, Bach e Telemann, bem como criações contemporâneas. Desenvolve uma intensa atividade pedagógica, ministrando masterclasses internacionais e lecionando Flauta de Bisel e Música de Câmara na ESART – Escola Superior de Artes Aplicadas, onde é Professor Adjunto, coordenador de disciplina e co-coordenador da licenciatura em Música. É ainda autor de arranjos publicados pela AvA Musical Editions.

Catherine Strynckx

Violoncelo

Catherine Strynckx, de nacionalidade francesa, realizou a sua formação musical em Paris, Praga e na Menuhin Academy, tendo sido profundamente marcada por personalidades como Mstislav Rostropovich, Alexander Lysy, Radu Aldulescu, György Kurtág, Yehudi Menuhin e Nikita Magaloff, entre outros. O contacto com estas referências foi determinante para a construção de um percurso artístico sólido e multifacetado.
Desempenhou funções de chefe de naipe de violoncelos em orquestras de França e da Suíça durante uma década, integrando a Camerata Lysy e a Orchestre des Pays de Savoie. Foi igualmente membro da Orquestra Nacional do Porto entre 2000 e 2002, desenvolvendo paralelamente uma intensa atividade camerística.
Foi distinguida com primeiros prémios de Música de Câmara nos Concursos Internacionais de Caltanissetta e Trapani, sendo ainda laureada no Concurso Internacional Vittorio Gui de Florença. É membro fundador do Serenade String Trio, do ensemble de música contemporânea Sirius e do trio com clarinete A Piacere, formações com as quais desenvolveu uma atividade artística regular.
Apresentou-se a solo e em música de câmara em numerosos países, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Suíça, República Checa, Eslováquia, Argentina, Tailândia, Sultanato de Omã, Malta, Quirguistão, Peru, Brasil, França e Países Baixos. Gravou para várias estações de rádio europeias, entre as quais France Musique, bem como para a Antena 2, e participou em diversas gravações discográficas, destacando-se a integral da obra de câmara de Joly Braga Santos e a obra para cordas de Fernando Lopes-Graça.
Paralelamente à atividade interpretativa, desenvolve uma intensa carreira pedagógica, tendo lecionado nos Conservatórios de Besançon e Belfort e ministrado cursos de aperfeiçoamento em vários países. Atualmente, leciona na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco e na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa. Mantém ainda uma forte ligação à música contemporânea, colaborando regularmente com compositores e integrando projetos como a Orquestra Utópica, o Trio Syrinxello, o Stretto Duo e o Quarteto Lopes-Graça.

José Carlos Araújo

Cravo

José Carlos Araújo estudou cravo e órgão no Conservatório Nacional de Lisboa e participou em masterclasses com nomes de referência como Cremilde Rosado Fernandes, José Luis Uriol, Gustav Leonhardt, Jacques Ogg, Rinaldo Alessandrini e Ketil Haugsand. É reconhecido pelo seu trabalho no repertório barroco e pela interpretação em instrumentos históricos, destacando-se como um dos cravistas mais ativos no panorama português.
Desde 2015 integra a Orquestra Barroca Divino Sospiro e colaborou com diversas formações nacionais, incluindo a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Camerata Alma Mater, Ensemble MPMP, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e Coro Gulbenkian. Participou ainda em projetos teatrais, tendo-se apresentado com o Teatro da Cornucópia na produção d’A Tempestade, de Shakespeare, sob direção de Luís Miguel Cintra.
Em 2012 iniciou a coleção discográfica Melographia Portugueza, com a gravação integral da obra para tecla de Carlos Seixas em instrumentos históricos. A sua atividade discográfica inclui ainda os primeiros discos a solo do órgão histórico de São Bento da Vitória (1719), do pianoforte van Casteel (1763) e do cravo Antunes (1789), sempre com obras de Carlos Seixas. Em 2004 foi vencedor do 1.º Prémio e do Prémio do Público no Concurso Carlos Seixas, promovido pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal.
Desenvolveu uma intensa atividade de colaboração com o Museu Nacional da Música, onde acompanhou o restauro do cravo Taskin de 1782 (Tesouro Nacional), distinguido com o Prémio de Conservação e Restauro da Associação Portuguesa de Museologia em 2018. Participou também nos processos de classificação do pianoforte van Casteel e do cravo Antunes de 1789 como Tesouros Nacionais pela Direção-Geral do Património Cultural, tendo realizado os concertos inaugurais dos instrumentos após restauro.
Para além da atividade musical, licenciou-se em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e é investigador no Centro de Estudos Clássicos de Lisboa, dedicando-se ao estudo e à primeira tradução portuguesa do epistolário de Plínio. Prossegue atualmente estudos de Direito na mesma universidade e colabora regularmente com a revista Euphrosyne – Revista de Filologia Clássica. Entre 2015 e 2018 foi diretor da revista Glosas.

Marta Vicente

Marta Vicente

Contrabaixo

Marta Vicente

Contrabaixo

Marta Vicente nasceu em Lisboa e iniciou os seus estudos musicais na Fundação Musical dos Amigos das Crianças, nas classes de contrabaixo de Adriano Aguiar e Pedro Wallenstein. Prosseguiu formação com Alejandro Erlich-Oliva e Duncan Fox, afirmando-se desde cedo como uma intérprete com forte vocação para o repertório histórico.
Licenciou-se em Contrabaixo e Violone no Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação do Conservatório Real de Haia (Holanda), na classe de Margaret Urquhart, e frequentou masterclasses com músicos de referência como Rainer Zipperling, Sigiswald Kuijken, Ton Koopman, Jacques Ogg, Patrick Ayrton, Peter Holtslag e Daniël Brüggen.
É fundadora e Diretora Artística da Orquestra Barroca Real Câmara, sob direção musical do maestro Enrico Onofri. Foi membro da Orquestra Barroca Divino Sospiro e colabora com grupos especializados internacionais como La Grande Chapelle, Ludovice Ensemble, Ensemble Bonne Corde, Capella Patriarchal, New Dutch Academy, Opera2Day, entre outros, destacando-se pela sua versatilidade e pela qualidade de interpretação.
Apresentou-se em festivais e concertos em diversos países, incluindo Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Alemanha, Polónia, Bulgária, República Checa, Roménia, Finlândia, Malta, Brasil, México e Japão. Trabalhou com maestros de renome como Enrico Onofri, Rinaldo Alessandrini, Harry Christophers, Alfredo Bernardini, Chiara Banchini, Vittorio Ghielmi, Ketil Haugsand, Vanni Moretto e Michel Corboz, entre outros, em repertórios que vão do barroco ao clássico.
Gravou cerca de duas dezenas de discos para editoras como Naxos, Lauda, Dynamic, Pan Classics e Nichion, e participou em gravações para rádios e canais televisivos como Antena 2, Radio France, Mezzo e RTP. A sua atividade discográfica e concertística tem contribuído para a afirmação da música antiga e da prática historicamente informada no panorama nacional e internacional.

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  • ORQUESTRA CÍRCULO DE MÚSICA DE CÂMARA | CORO LISBON SINGERS

Da Contemplação à Glória

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